Carnnoi - Mate Amargo (Versão Tradicional Gaucha)

Letra: P.J Barretto Música: P.J Barretto Arranjo: I.A 2026, @Carnnoi . Todos os direitos reservados. De bota, bombacha e chapéu desabado, Com as mãos grossas, calejadas da lida, Tirei o sustento desse solo sagrado Desta terra que plantei minha vida. Do suor da lavoura, no inverno gaúcho, Formei os guris sem herança ou luxo. O entreveiro do campo é intenso e profundo Triste notícia, queriam conhecer o mundo. Trocaram a roça, o galpão e o gado, Pelas luzes da cidade e o asfalto. Disseram em tom de despedida: "Na enxada e no barro não queremos nossa vida." Agora o silêncio domina o pampa, O vento continua o seu canto eterno, A morte e a vida na mesma estampa, O que era heróico deu lugar ao moderno, Hoje olho para o pago vazio, Sentindo no peito um amargo arrepio. Sou o último guarda deste chão estradeiro, História sem rumo, um lar sem herdeiro. Cumpri a missão com orgulho e cansaço Tomando um velho mate amargo. A mim basta ser gaúcho nessa vida Abagualado, com orgulho da minha cria Mas cumpri a missão com orgulho e cansaço E sigo aqui, tomando um velho e doce mate, amargo.