A Graça Não É Licença

Graça não é Licença O “jeitinho brasileiro” não é uma característica exclusiva de nossa cultura, mas uma expressão da pecaminosidade humana presente em todos os povos. A tendência de distorcer palavras e reinterpretar verdades para benefício próprio já existia nos dias do apóstolo Paulo. Por isso, ao escrever aos Romanos, ele se preocupou em esclarecer seu ensino sobre a graça de Deus, evitando interpretações equivocadas. Após afirmar que “onde abundou o pecado, superabundou a graça”, alguns poderiam concluir, de forma distorcida, que pecar mais produziria mais graça. Contudo, em Romanos 6.1-14, Paulo rejeita essa ideia. Ele ensina que aqueles que foram justificados mediante a fé em Cristo foram unidos à sua morte e ressurreição, ou seja, morreram para o pecado e agora vivem para Deus. A graça não é uma licença para continuar pecando, mas sim a manifestação do poder transformador de Deus na vida. Quem está em Cristo recebeu uma nova identidade e não pode viver como antes. Usar a graça como desculpa para o pecado é deturpar o evangelho e desprezar a obra redentora de Cristo na cruz, negando a transformação que ela produz. Pr. Flavio Vital Chaves