Perdão por amar F

Abri as portas do Templo de par em par, libertando a sua beleza natural Que há muitos séculos se escondia pregada a uma cruz, por entre o Altar De lágrima caída, majestosa se erguia naquela palavra gravada e imortal Companheira fiel, abraçada a mim Como uma serpente esbelta para amar! Sabia que jamais poderia partir, no momento presente desta louca magia Que descendo da cruz, de olhar sentido e de perdão estendido na sua mão Me vinha acarinhar, agradecido pelo tempo passado em guarida e companhia Na agonia do sofrimento, na oração e na bênção, digna duma enorme paixão… Abri as portas do Templo de par em par, libertando a sua beleza natural Que há muitos séculos se escondia pregada a uma cruz, por entre o Altar Sei que amou por amor, sem querer ficar por dever, na mais perfeita sensação Do prazer e da virtude, que por nós se converte na mais bela prova de amor No enlace dos corpos, no gesto suado e vertido na pele queimada pela emoção Sem gemer, um ritual vencido pelo êxtase dum cântico eclesiástico e de rumor! De lágrima caída, majestosa se erguia naquela palavra gravada e imortal Companheira fiel, abraçada a mim Como uma serpente esbelta para amar! E se alguém ouvir dizer que soaram as trombetas celestiais, então acreditem Que nasceu mais um Anjo algures no Universo… Abri as portas do Templo de par em par, libertando a sua beleza natural Que há muitos séculos se escondia pregada a uma cruz, por entre o Altar AngelVida