Como será nosso reencontro com Cristo?

O reencontro da Igreja com Cristo não será como o reencontro de dois namorados. Será o encontro da criatura redimida com a glória do seu Criador; do peregrino com sua pátria; do servo fiel com seu Rei; do filho adotado com a plenitude da casa do Pai; daquilo que hoje conhecemos "como em espelho" com a realidade face a face. Versículo-chave "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-lo como Ele é." (1 João 3:2) Vivemos cercados por limitações. Nossa mente não consegue compreender plenamente a eternidade. Nossos olhos jamais contemplaram a glória celestial. Nossa linguagem é insuficiente para descrever aquilo que Deus preparou para os seus filhos. Por isso, a Bíblia fala do futuro usando imagens: uma cidade de ouro, um trono de glória, uma herança incorruptível, um reino eterno, uma nova criação. Mas todas essas descrições apontam para algo maior: a presença do próprio Deus. A maior promessa do céu não é a ausência da dor. A maior promessa do céu não são as ruas de ouro. A maior promessa do céu não é reencontrar pessoas queridas. A maior promessa do céu é que veremos o Senhor. Hoje caminhamos pela fé. Conhecemos a Cristo pelas Escrituras. Experimentamos Sua presença pelo Espírito Santo. Contemplamos Sua obra na criação e na redenção. Mas naquele dia a fé dará lugar à visão. O invisível se tornará visível. O esperado se tornará realidade. O que hoje apenas cremos será contemplado. O apóstolo Paulo declarou: "Agora vemos como em espelho, obscuramente; então veremos face a face." (1 Coríntios 13:12) A esperança cristã não é escapar deste mundo apenas. É sermos introduzidos na plenitude da glória de Deus. O próprio Cristo prometeu: "Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória." (João 17:24) Perceba: Jesus não pediu apenas que estivéssemos com Ele. Pediu que víssemos Sua glória. O que Isaías viu parcialmente. O que Ezequiel viu em visões. O que Daniel contemplou de longe. O que João descreveu no Apocalipse. Tudo isso será realidade para os redimidos. Nesse dia cessarão as lutas contra o pecado, as dúvidas, os sofrimentos e as lágrimas. "Ele lhes enxugará dos olhos toda lágrima." (Apocalipse 21:4) Não porque teremos esquecido a dor, mas porque estaremos diante da fonte de toda alegria, beleza, santidade e verdade. Nenhum prazer terreno pode servir de comparação adequada. Nenhuma experiência humana pode reproduzir aquilo que será revelado. 1 João 3:2 "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos."