O que é abuso sexual? Tipos de abuso sexual

Alejandro R Allochi, psicólogo. Mais artigos no Blog www.psicólogoalejandro.com Para entrar em contato pelo WhatsApp (48) 98406 7686 ou pelo e-mail: [email protected] O que é abuso sexual? Neste vídeo vamos descrever o que caracteriza o abuso sexual porque algumas pessoas acham que isso somente é caracterizado quando há penetração ou estupro. Desta forma essas pessoas minimizam os fatos sem saber o mal causado e suas consequências na vida adulta. Como já falei em outras ocasiões, abuso sexual infantil é expor uma criança ao contato sexual de um adulto ou adolescente. Quando falo de criança me refiro a de menor de 10 anos, que não sabe e não entende o que é sexualidade. Seu corpo ainda não recebeu a carga hormonal que acontece na pré-adolescência (10 a 12 anos) e desenvolve e prepara o corpo e a mente para a sexualidade. Por tanto essa criança não está pronta para entrar em contato com a sexualidade e esse contato a choca, a deixa confusa em relação a si mesma e aos adultos que devem cuidá-la. Um fator importante a ter em conta é que o abusador sente excitação pela criança. A excitação é do adulto e muitas vezes ele acredita que a criança a está provocando sexualmente, mas isso não a realidade. A criança, desconhece o que é sexo e não tem intenção nenhuma de provocar o adulto. O adulto sente excitação sexual por um corpo infantil, ele o erotiza na sua mente, no seu pensamento com fantasias sexuais e depois quer acreditar que essas fantasias sexuais são realidade. Nestas interações em que o adulto força um contato sexual com a criança quero ressaltar novamente que o adulto tem uma intensão sexual ao entrar em contato com a criança. Então vou fazer uma descrição de algumas possíveis situações de contato sexual com crianças e que deixarão marcas na sua vida adulta. Existem 3 formas em que o mundo impacta nossos sentidos: visual, auditiva e contato físico. Cada uma destas formas pode produzir um trauma sexual. Vejamos alguns exemplos: Contato físico 1. Pedir para a criança tocar nos órgãos sexuais do adulto; masturba-lo. 2. Esfregar a criança nos órgãos sexuais. 3. Tocar nos órgãos sexuais da criança, nas pernas, na bunda, nos seios. 4. Beijar com excitação sexual a criança na boca, nos mamilos ou fazer sexo oral na criança. 5. Fazer a criança beijar as regiões que ele se excita sexualmente; pedir a criança fazer sexo oral. 6. Pedir para tomar banho junto com a criança e se excitar sexualmente durante o banho. Já tive um caso em que a mãe se excitava com o filho durante o banho e o apertava contra o corpo dela e falava para a criança “ah! Que gostoso!” logo após o banho essa mulher se masturbava e o filho a espiava. Essa mãe tinha sido abusada na infância e estava repetindo um padrão de se excitar com o corpo de uma criança. Visual 1. Um adulto exibir seus órgãos sexuais excitados para a criança. Pedir para a criança ver. 2. Espiar a criança no banheiro, tomando banho ou no quarto se trocando de roupa. Auditiva 1. Fazer comentários de conotação sexual para a criança do tipo “que bundinha, né?” ou “estás com as perninhas grossinhas?” ou “já estás criando peitinhos!!”. Muitas vezes junto com esses comentários o adulto acrescenta um contato físico tocando nas partes da criança da qual está falando. 2. Ao ficar a sós com a criança o adolescente o adulto pede para ter relação sexual. Muitos deles dizem para a criança que ele sabe que ela também quer, ou diz que a criança é uma “safadinha” ou que ela gosta de sexo e coisas do tipo. Isto é, fala sobre sexualidade com a criança como se ela fosse adulta. Estas são todas formas de ativar a sexualidade da criança antes do tempo de acontecer naturalmente (10 a 12 anos). Isto significa que a criança vai entrar em contato com a sexualidade sem seu corpo estar pronto, nem sua mente está pronta para isso, produzindo desta forma um trauma sexual. Esse choque deixa a criança com alguns comportamentos que não são naturais. Um deles é a criança começa a se comportar de forma robotizada, como alheia. Essa é uma forma de dizer: eu não quero estar aqui, nesta situação. Esse tipo de comportamento, de não reagir a estímulos, faz com que o abusador passe acreditar que a criança está gostando, pois ela não diz nada e faz tudo o que é mandado. Um comportamento comum dos abusadores é minimizar esse contato sexual dizendo que é a penas uma brincadeira, que não houve penetração ou contato sexual maior. O abusador também costuma dizer que é mentira da criança ou que é exagero, que não aconteceu nada. Mas a criança não poderia mentir sobre aquilo que ela não conhece, a sexualidade. Um psicólogo conhece os sintomas de uma criança abusada sexualmente e pode tirar dúvidas sobre se é ou não verdade que está acontecendo um abuso sexual. Não faça vista grossa nem ache que são coisas da cabeça da criança. Tire as duvidas e proteja essa criança. Quando adulto essa criança vai lembrar que a mãe não protegeu e a culpará.