Johnny Virtus - CONVALLARIA

Produzido, escrito e interpretado por Johnny Virtus https://linktr.ee/johnnyvirtus   / johnnyvirtus   Mix & Master: Johnny Virtus Video por Paco Pacato & Juliana Constantino   / paco_pacato   © 2023 Fosco Records Depois de tudo olha nós ainda aqui com este vício a tapar-nos as feridas quando uma foda nos chama em apuros pra sentirmos falta até dessas mentiras o meu sossego esfumaça no quarto juro, tou ainda a tentar não o forçar daqui a nada termino de te escrever a mensagem de texto que eu tinha apagado xu, ainda tou cá o teu corpo tem vindo a abordar-me vem espreguiçar-te comigo, enrolar o nosso fardo na toxicidade a minha carne enfraquece não tarda após esta fúria que ainda não lamento porque a dada a altura todo o teu desprezo bloqueia o caminho do meu esquecimento tu chamas-me enquanto eu resisto ao sufoco que anseio inalar da tua roupa tu pra mim bazaste, mas nunca a vestiste é urgente arrancar-te o meu nome da boca os teus dedos cravados nas costas porque o ardor dessa merda perdura e porque o amor dessa merda não cura a obsessão duma fome de ti que me implora cheguei a horas ao tempo ao tempo que passou da hora de admitir que o meu medo por dentro é o maior desejo que eu escondo por fora até tu te ignoras quando bebes e coras ao aceitares que a questão não motiva as respostas Vem fluir vem tornar tudo mais confuso aqui no teu mar fundo não há para onde eu fugir tá tão turvo, eu assumo essa ilusão vem para aqui vem vem tornar tudo mais confuso aqui no teu mar fundo não há para onde eu fugir tá tão turvo, eu assumo essa ilusão Era tão mais fácil que esse desencontro fosse apenas o ́não deu`, tu e eu mas vocês os três juntos na cama disputam-se a rirem-se dele venha o paradoxo que à noite é de graça e a paz ainda paga pelo cheiro ser teu com Baco na sala comigo a pensar na minha vida e na cara de quem ma fodeu Olha nós ainda aqui a sabotarmos a nossa frieza tou deitado a aguardar que me ligues, bae, para os dois honrarmos a nossa fraqueza vem fluir no prazer criminoso de deixar esse abismo entrar no carrossel enquanto a minha mão te devora o pescoço ao sentir a tua posse a roer a minha pele a colar como velcro bem mocados nessa anestesia por mais que me olhes como quem me oculta o sexo mistura o que a gente complica nós combinamos bem mais contorcidos naquela espiral após aquela briga a levar-te à vertigem que há no Monte Olimpo a fazer-te vir tanto até que um deus exista até que desistas mas tu não desistes... Eu volto a essa mesma paisagem, bae, à constante agonia de sermos parecidos tantos os lugares que ambos conhecemos e nós tão imensos desconhecidos Vem fluir vem tornar tudo mais confuso aqui no teu mar fundo não há para onde eu fugir tá tão turvo, eu assumo essa ilusão vem para aqui vem vem tornar tudo mais confuso aqui no teu mar fundo não há para onde eu fugir tá tão turvo, eu assumo essa ilusão.