Dialética hegeliana (o que é dialética para Hegel?)

Filosofia é para todo mundo, desde que você saiba por onde começar a estudar e a como usar esse conhecimento. Assista à aula gratuita e descubra qual é o melhor plano de estudos para você começar a estudar Filosofia hoje: https://www.go.istonaoefilosofia.com.... O que é a dialética de Hegel? Quais são os três momentos da dialética hegeliana? Segundo Hegel, o único método em grau de garantir o conhecimento científico do absoluto, e de elevar assim a Filosofia à Ciência, é o método dialético, em virtude do qual a verdade pode finalmente receber a forma rigorosa do sistema da cientificidade. Para Hegel, além de um método, esse seria a lei mais fundamental de comportamento da realidade. O coração da dialética hegeliana é o movimento, e precisamente o movimento em espiral, com ritmo triádico. Os três momentos do movimento dialético são: 1. O momento abstrato ou intelectivo. O intelecto é a faculdade que abstrai conceitos determinados e se detém nessa determinação própria do finito, considerando erroneamente que as separações e definições assim obtidas sejam definitivas. 2. O momento dialético (em sentido estrito) ou negativamente racional. O primeiro passo além dos limites do intelecto é realizado negativamente pela razão, removendo a rigidez dos produtos intelectivos e levando à luz a série de contradições e de oposições que caracterizam o finito. Porém, uma vez que todo membro de uma oposição é afetado por “carência”, esta última é a mola que impele a razão a uma síntese superior. 3. O momento especulativo ou positivamente racional. Aqui a razão capta a unidade das determinações contrapostas, ou seja, capta dentro de si o positivo emergente da síntese dos opostos e se mostra ela própria como totalidade concreta. O momento especulativo é a reafirmação do positivo que se realiza mediante a negação do negativo próprio das antíteses dialéticas e, portanto, é uma elevação do positivo das teses a um nível mais alto. Para Hegel, com efeito, a negação especulativa não é uma aniquilação total, nem uma reserva definitiva, mas é propriamente uma conservação daquilo que é negado, e sua elevação a um nível superior é um sua “positivização” (ele usa os termos Aufheben e Aufhebung, que em alemão têm o duplo significado de “elevar”, “negar” e “conservar”). O especulativo é, portanto, o vértice ao qual chega a razão, a dimensão do absoluto. Por conseguinte, as proposições filosóficas devem ser proposições especulativas, que exprimem o movimento dialético com o qual sujeito e predicado trocam entre si as partes de modo a constituir uma identidade dinâmica. Enquanto a proposição da velha lógica permanece fechada nos limites rígidos do intelecto, a proposição especulativa é estruturalmente dinâmica como a realidade que ela exprime e como o pensamento que a formula. ____________________________ As palavras "tese", "antítese" e "síntese" não são propriamente de Hegel, apesar de serem fartamente utilizadas em manuais nacionais e internacionais de Filosofia. Para uma introdução ao vocabulário mais preciso do filósofo, sugiro a playlist do professor Mateus Salvadori:    • Hegel: sistema  . ____________________________ Este vídeo é um corte da aula maior, intitulada "Hegel | História da Filosofia | Prof. Vitor Lima | Aula 23", do Curso de História da Filosofia do INÉF (2020), disponível aqui:    • Hegel | História da Filosofia | Prof. Vito...   _____________________________ 📸 CANAIS DO INÉF 🦉 Instagram:   / istonaoefil.  . 🦉 Contato: [email protected] ____________________________ 00:00 Introdução 00:25 Dialética: tese, antítese e síntese 01:15 Momento abstrato ou intelectivo 01:45 Momento negativo (dialética estrita) 03:25 Momento especulativo (positivalmente racional) 04:42 Aufhebung 05:15 Exemplo da pessoa inocente 06:18 Aufhebung: negação, conservação e elevação 02:22 Metáfora da vida da planta ____________________________ BIBLIOGRAFIA BORNHEIM, Gerd A. (org.). Os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Editora Cultrix, s/d. HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Fenomenologia do Espírito. Tradução de Paulo Meneses. Colaboração de Karl-Heinz Efken e José Nogueira Machado. 9º ed. Petrópolis, RJ: Vozes. Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2014. JAPIASSÚ, Hilton, MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990. KENNY, Anthony. Uma nova História da Filosofia Ocidental (vol. 3) – O despertar da Filosofia Moderna. 2ª ed. Tradução de Carlos Alberto Bárbaro. Revisão de Marcelo Perine. São Paulo: Edições Loyola, 2014. REALE, Giovanni, ANTISERI, Dário. História da Filosofia (vol. 5) – do romantismo ao empiriocriticismo. Coleção História da Filosofia. Tradução de Ivo Storniolo. 1ª ed. [2005]. 3ª reimpressão [2018]. São Paulo: Paulus, 2018. SINGER, Peter. Hegel – A Very Short Introduction. Oxford: Oxford University Press, 2001.