Carlos Alexandre Histórias na Estrada com Niltinho de Acari Guitarrista de ouro
/ @lucianosilvaab José Nilton de Azevedo, o Niltinho de Acari: uma trajetória marcada pela música e pela amizade José Nilton de Azevedo, conhecido popularmente como Niltinho de Acari, nasceu no município de Acari, no interior do Rio Grande do Norte. O apelido carrega com orgulho sua terra natal e acompanha uma história profundamente ligada à música nordestina e à memória de um dos grandes nomes da canção romântica brasileira: Carlos Alexandre. Niltinho ganhou destaque como guitarrista ao integrar a banda do cantor Carlos Alexandre, com quem manteve não apenas uma relação profissional, mas também uma forte amizade. Sua atuação como músico ao lado do artista teve início em 1984, período em que acompanhou de perto o crescimento e a consolidação da carreira de Carlos Alexandre em palcos por todo o país. Durante quase cinco anos, Niltinho fez parte da base musical que deu identidade aos shows do cantor, contribuindo com talento, dedicação e companheirismo. Sua trajetória com Carlos Alexandre seguiu até janeiro de 1989, encerrando-se tragicamente cerca de uma semana antes do acidente que vitimou o cantor. O acidente, que comoveu o Brasil, também resultou na morte de dois músicos da banda: o guitarrista Sérgio Roberto de Souza e o baterista Adalberto R. de Souza, deixando uma lacuna irreparável na música popular brasileira e na vida de familiares, amigos e fãs. A história de Niltinho de Acari permanece ligada a esse período marcante da música nacional, sendo lembrado como testemunha viva de uma era, um músico que fez parte da estrada, dos palcos e da intimidade artística de Carlos Alexandre. Seu nome segue associado à memória, ao respeito e à contribuição musical que ajudou a eternizar canções que ainda hoje emocionam gerações. Carlos Alexandre, pseudônimo de Pedro Soares Bezerra, foi um cantor brasileiro. Em 10 anos de uma carreira meteórica, Carlos Alexandre conquistou 15 discos de ouro e um de platina. Carlos Alexandre, o cantor referência na música romântica do país a partir do final da década 1970. Depois de várias tentativas para entrar na equipe que o radialista Carlos Alberto de Sousa levava em caravana para tocar em circos e casas de shows pelo interior do Rio Grande do Norte, o mundo se abriu para o jovem Pedro Soares Bezerra. Ganhou o nome artístico de Carlos Alexandre na tentativa de dar força ao personagem que até ali se apresentava como Pedrinho da Padaria. De escrita rude e fácil, tocou o coração de uma gente tão simples como ele. A canção do Paralítico, por exemplo, o aproximou das pessoas com deficiência física. “Carlos Alexandre fez da música ‘Canção do Paralítico’ uma das mais incríveis ações de marketing da música brasileira ao oferecê-la ao então candidato a deputado federal Carlos Alberto, que tinha como marca assistencialista distribuir cadeiras de rodas à população carente. Essa música é um divisor de águas na carreira dele. Em 30 de janeiro de 1989, uma tragédia abalou o Brasil e os fãs de Carlos Alexandre. O cantor havia um show na cidade de Pesqueira, em Pernambuco, que terminou já ao amanhecer. A princípio, mesmo a contra gosto dos demais participantes da banda, eles viajaram mesmo sem descansar. Fizeram uma pausa em Belém, na Paraíba, para fazer uma refeição. Quem dirigia o carro era o seu cunhado Berg. Mas ao sair de Belém, o motorista já era Carlos, que colocou as luvas nas mãos e pegou o volante do possante veículo Opala Comodoro (ano 1988). Logo após passar São José do Campestre, aproximadamente 7 km depois da cidade, isso por volta das 12h30, o cantor perdeu o controle do veículo (que de acordo com Berg, a última vez que tinha olhado o velocímetro estava em 190 km/h) e se envolveu no acidente fatal na estrada RN-093, que liga São José de Campestre a Tangará, no Rio Grande do Norte. O impacto foi tão forte que Carlos Alexandre, Cezar (baixista) e Sérgio (baterista) faleceram ainda no local. Ao mesmo tempo, Dão, o contrabaixista, sofreu pancadas na perna, mas conseguiu subir até a rodovia e pedir socorro. Já Berg foi socorrido, quando os socorristas chegaram já ao anoitecer, e entrou em coma por um tempo até se recuperar. #carlosalexandre #carlosalexandreeternamente #riograndedonorte

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