A Fronteira é Logo Ali, Mas Permaneci Escravo Prof Dr Ubiratã F Freitas

Esta obra do historiador Ubiratã Ferreira Freitas analisa a transição socioeconômica e a inserção do negro no Rio Grande do Sul entre 1780 e 1820, focando especificamente na região de Rio Pardo. O texto explora como a mão de obra escravizada foi fundamental tanto para o ciclo inicial da triticultura quanto para o posterior desenvolvimento das charqueadas, desafiando a visão tradicional do escravo como um objeto passivo. O autor utiliza fontes primárias, como inventários e registros paroquiais, para demonstrar que os cativos exerciam agência histórica e construíam complexas redes de sociabilidade. Através de mecanismos como o casamento e o compadrio, os escravos estabeleciam laços de solidariedade que serviam como ferramentas de resistência cultural e negociação frente ao sistema colonial. Assim, o livro busca resgatar o legado africano na formação da fronteira sul, apresentando a família escrava como um núcleo essencial de preservação da identidade e sobrevivência social. Fonte: FREITAS, Ubiratã Ferreira. A fronteira é logo ali, mas permaneci escravo. Curitiba: Brazil Publishing, 2019.