12 Estações ESQUECIDAS da Mogiana Que o Brasil Apagou do Mapa Entre 1971 e 1998

Em maio de 1979, na Estação de Pirassununga, o maquinista Sebastião Roque, 58 anos, conduziu o último trem de passageiros da Estrada de Ferro Mogiana até Campinas. Quarenta e dois anos no mesmo trilho. Em Campinas, desceu da locomotiva, entregou o relógio de bolso ao supervisor da RFFSA e nunca mais voltou pra cabine. Quarenta e sete anos depois, em 2026, as doze estações da Mogiana paulista e do Sul de Minas ainda estão de pé. Sete em ruínas, três restauradas, duas viraram depósito municipal. Cravinhos, Casa Branca, Mococa, Aguaí, Pirassununga, Vargem Grande do Sul, Caconde, Itobi, Igaraí, Jardinópolis, Conquista e Sacramento — cada uma com a sua data de fechamento, o seu último maquinista, o seu pátio engolido pelo capim-colonião. Documentário em contagem regressiva de doze a um sobre o que o Plano Salte de 1948, a cafeicultura mecanizada dos anos 60 e a privatização da RFFSA de 1995 fizeram com a primeira ferrovia inaugurada por Dom Pedro II no Vale do Pardo. Baseado em pesquisa nos acervos de estacoesferroviarias.com.br (Ralph Giesbrecht), IPHAN, Memória do Trem RFFSA, Arquivo Público Mineiro, ANTT e estudos da USP-Cidades, UFRJ e Scielo. Histórias dramatizadas a partir de fatos documentados — nomes, datas e empresas reais; cenas e diálogos reconstituídos.